O diretor da supervisão prudencial do Banco de Portugal revelou esta quinta-feira que a Comissão Europeia tinha sinalizado numa reunião a 17 de novembro de 2015 que o Banif tinha que ser resolvido antes do final do ano passado.

Nesta reunião, os representantes da Direção Geral da Concorrência referiram, com toda a clareza relativamente ao Banif, que não valia a pena continuar com a discussão de um plano de restruturação, mesmo com alterações, pois não deveria ser aprovado pela Direção Geral da Concorrência", afirmou Carlos Albuquerque durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito ao Banif.

Além disso, Bruxelas informou que "o Banif teria de ser colocado em resolução antes do final do ano, sendo esta a única solução que entendiam possível", sublinhou o responsável.

O diretor do Banco de Portugal disse ainda que a Comissão Europeia não via "com muita viabilidade a recapitalização pública", apesar de não ter negado esta hipótese "em absoluto".

E acrescentou: "Quanto à possibilidade de se avançar com a venda da parte ‘boa' do Banif, dando nota de um conjunto de entidades que já haviam manifestado interesse na instituição, referiram, em resumo, que haveria que conhecer os contornos mais específicos desta possibilidade, que haveria que provar a viabilidade da solução, que a venda teria de envolver algum pagamento em dinheiro, ainda que baixo, que o processo de venda deveria ser muito simples e direto e que o Banif deveria desaparecer antes do final do ano".

Esta reunião contou com a participação de elementos do Banco de Portugal e com a participação por telefone da representante do Ministério das Finanças que, à data, era tutelado por Maria Luís Albuquerque (PSD).