O ministro dos Assuntos Europeus irlandês disse esta segunda-feira que «todas as opções estão em aberto» relativamente ao fim do programa de assistência e que um eventual apoio cautelar só será discutido após a aprovação do orçamento.

Em declarações aos jornalistas à chegada para uma reunião do Eurogrupo, no Luxemburgo, Paschal Donohoe sublinhou que neste momento o seu governo «está empenhado em apresentar amanhã o orçamento e aprová-lo para poder atingir os objetivos de redução do endividamento», cita a Lusa.

«Só quando isso estiver feito e o orçamento estiver implementado é que o ministro das Finanças irá discutir com os seus colegas e os parceiros da troika para fazer uma avaliação sobre como sair do programa de forma sustentada», declarou o ministro irlandês.

Neste momento, reforçou Donohoe, o governo irlandês mantém em aberto a opção de requerer apoio dos parceiros europeus para o regresso aos mercados, sendo certo no entanto que o atual modelo terminará no fim deste ano: «O nosso objetivo é deixar este programa [de assistência] e continuar fora do programa».

O ministro dos Assuntos Europeus considerou que os bancos irlandeses, «que têm sido bastante escrutinados», deram provas de solidez e estão «bem capitalizados».

«A economia irlandesa tem progredido bastante bem, atingimos todos os objetivos definidos no programa em termos de défice e o orçamento que será apresentado amanhã continuará esse caminho de forte redução do défice», acrescentou.

A próxima deslocação da troika à Irlanda, para a 12.ª avaliação do programa de assistência, terá lugar no fim de outubro.

No mesmo sentido, à entrada para o Eurogrupo, Jörg Asmussen, membro do conselho executivo do Banco Central Europeu, frisou que «cabe às autoridades irlandeses decidir se precisam ou não de requerer» um mecanismo de apoio no regresso aos mercados.

«Cabe à Irlanda decidir se quer sair totalmente ou se quer um apoio que suavize o regresso aos mercados», referiu o também ex-vice-ministro das Finanças alemão, que apontou o programa de assistência à Irlanda como «um claro caso de sucesso».