O Governo ainda não sabe se a intervenção no Banco Espírito Santo vai ter impacto no défice. A ministra das Finanças sublinhou que atualmente o impacto do resgate do banco é de 2,9% do PIB.

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Maria Luís Albuquerque respondia a perguntas dos jornalistas, no âmbito da apresentação do Orçamento Retificativo, o segundo deste ano.

E sublinhou que faltam decisões das autoridades estatísticas, como o INE ou Eurostat, devido à nova metodologia da nova base de contas, o SEC10, que vai entrar em vigor já no próximo mês.

«As autoridades estatísticas ainda não analisaram a operação e ainda não se pronunciaram sobre isso. Podem pronunciar-se no sentido de ser uma operação financeira que tem impacto no défice, ou podem decidir que é uma operação que tem impacto no défice. Neste momento isso corresponde a 2,9% do PIB», revelou a ministra.

Já o conjunto de operações extraordinárias em 2014, como criação do Novo Banco, corresponde a 5,9% do PIB

A governante ressalvou, no entanto, que a meta de atingir um défice de 4% no final do ano não tem em conta essas operações extraordinárias. «No nosso Orçamento, para efeitos daquilo que é o esforço que os portugueses têm de fazer, não conta», concluiu.