O presidente do Fundo de Resolução, José Ramalho, destacou hoje que 900 dos 1.000 trabalhadores que têm que sair do Novo Banco já aceitaram rescisões por mútuo acordo, pelo que o despedimento coletivo vai abranger apenas os restantes.

"Cerca de 900 casos em 1.000 foram resolvidos por essa via [mútuo acordo]. O grosso foi resolvido dessa forma, mas claro que o ideal é que todos fossem amigáveis", afirmou o responsável, que lidera o acionista único do Novo Banco.

José Ramalho, que é também vice-presidente do Banco de Portugal, falava durante a sua audição na Comissão de Trabalho e Segurança Social, na Assembleia da República, que foi conjunta com a de Carlos Costa, governador do supervisor bancário.

O objeto das audições é o anunciado despedimento coletivo de trabalhadores do Novo Banco, no âmbito do plano de reestruturação negociado entre o Estado português e Bruxelas devido aos auxílios estatais concedidos ao banco de transição resultante da intervenção pública no Banco Espírito Santo (BES).

Tal como Carlos Costa, José Ramalho vincou que "a execução do plano de reestruturação é da responsabilidade do conselho de administração" do Novo Banco, e não do acionista único, que é o Fundo de Resolução - órgão ligado ao Banco de Portugal.

O Novo Banco tem em curso um processo de rescisões por mútuo acordo tendo em vista reduzir o seu quadro de pessoal e já admitiu o recurso ao mecanismo de despedimento coletivo para alcançar o corte de 1.000 efetivos até ao final do presente ano, face ao total de trabalhadores existentes no final de novembro de 2015.