O ministro da Economia, admite que há atrasos na renegociação do contrato do Metro Sul do Tejo (MST), concessionado ao grupo Barraqueiro, mas na sua lista de prioridades encontram-se, primeiro, as parcerias público privadas rodoviárias e não ferroviárias.

Comentando a auditoria do Tribunal de Contas às PPP ferroviárias, Pires de Lima começou por lembrar que "foram construídas pelos governos socialistas anteriores", reconhecendo que o Governo que integra há dois anos pôs, em primeiro lugar, a renegociação das PPP rodoviárias.

"O que o TdC vem dizer é que deveríamos ter recursos para o mais rapidamente possível concluirmos o processo de renegociação destas PPP que precisam de ser racionalizadas em termos de custos, mas que não merecem a mesma prioridade que demos às PPP rodoviárias"


O governante está a ser ouvido na comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas sobre a privatização da TAP, na sequência de um requerimento apresentado pelo Partido Socialista (PS), e para debater a política geral do Ministério da Economia e outros assuntos de atualidade.

Numa auditoria de gestão às PPP ferroviárias divulgada a 7 de julho, o TdC acusa o Estado de inércia na renegociação do contrato do MST, que custa mais de oito milhões de euros por ano ao Orçamento do Estado, considerando inaceitável que a renegociação deste contrato, com vista à redução da despesa pública, não registe evoluções desde 2012.