A descida de dois pontos percentuais na taxa geral do IRC, de 25 para 23%, prevista na proposta de Orçamento do Estado para 2014, não é suficiente para atrair o investimento, mas é um sinal positivo, considerou esta terça-feira o presidente da REN.

Rui Cartaxo, que falava numa conferência sobre o Orçamento do Estado, organizada pelo «Diário Económico» e pela «Antena 1», disse que «ninguém investe porque o imposto vai descer dois pontos em 2014, mas sim pela expectativa de que irá descer abaixo dos 20%».

Se essa expetativa contagiar os investidores, admite, a medida poderá ter «um impacto interessante».

Recorde-se que, segundo anunciou o Governo, o objetivo da reforma do IRC é baixar a taxa do imposto gradualmente até atingir os 17 a 19% em 2016.

Rui Cartaxo aproveitou para deixar um recado à banca, afirmando que, apesar de existir crédito disponível para as empresas, o problema é que ele é demasiado caro: «Não há falta de financiamento, há financiamento caro e essa é uma das razões básicas que torna as empresas portuguesas pouco competitivas», disse.

Mas já houve alturas em que era pior: «Houve uma fase em que ele [o crédito] não existia», nem mesmo para «empresas como a REN».

Críticas foram também deixadas ao imposto de selo sobre as operações de financiamento, que «encarece o crédito às empresas que não têm outras fontes de financiamento além da banca».