As remessas dos angolanos a trabalhar em Portugal mais do que duplicaram no primeiro semestre deste ano, subindo para 9,5 milhões de euros, ao passo que os portugueses em Angola reduziram as transferências em 20%.

De acordo com os dados do Banco de Portugal, divulgados hoje no boletim estatístico, o valor das remessas enviadas pelos angolanos a trabalhar em Portugal para o seu país passou de 4,71 milhões para 9,54 milhões, o que revela uma subida de 102,5%.

Em sentido inverso, os portugueses em Angola enviaram menos 19,7% de remessas, que assim diminuíram de 121,1 para 97,2 milhões de euros, comprovando a dificuldade que se faz sentir em retirar divisas estrangeiras do país por causa da falta de dólares decorrente do abrandamento das receitas fiscais no setor do petróleo, o grande motor da economia angolana.

No geral, as remessas dos emigrantes subiram 8,6% no primeiro semestre deste ano, para 1.541 milhões de euros, enquanto o dinheiro enviado pelos imigrantes para os seus países de origem diminuiu 0,5% para 243 milhões.

Os emigrantes portugueses enviaram, nos primeiros seis meses deste ano, um total de 1.541,7 milhões de euros, o que compara com os 1.418 milhões de euros enviados no primeiro semestre do ano passado.

Como é habitual, a França foi o país que mais contribuiu para este valor, tendo os emigrantes portugueses enviado quase 500 milhões de euros para Portugal no primeiro semestre, o que revela uma subida de 13,8% face aos 437,7 enviados no mesmo período do ano passado.