O Investimento Direto Estrangeiro (IDE) na Europa alcançou o seu ponto mais alto em 2013, com um total de 3955 novos projetos, sendo o Reino Unido o principal beneficiário, de acordo com o relatório da Ernst & Young (E&Y).

Segundo o European Attractiveness Survey, o Reino Unido foi o principal destino de IDE na Europa, com 799 projetos em 2013, um aumento de 15% em relação ao ano anterior, sendo seguido pela Alemanha, que conquistou 701 novos projetos, mais 12% do que em 2012.

Apesar de a recessão na Europa ter terminado apenas em meados de 2013, este ano marcou um novo recorde em número de projetos de IDE, com um total de 3.955 novos projetos registados, um aumento de 4% relativamente a 2012, ano em que foram registados 3.797.

«2013 pode ter sido um ano de viragem em termos de confiança económica e de concretização de decisões de investimento, após o final da longa recessão que afetou muitas regiões da Europa», afirmou Marc Lhermitte, responsável da E&Y.

O aumento do IDE está a ser realizado sobretudo em projetos centrados na inovação e na criação de elevado valor acrescentado, refere o relatório, segundo o qual «o software e os serviços continuam a ser os principais destinatários de novos projetos de IDE, com 509 (crescimento de 27%) e 483 (-31%), respetivamente».

O investimento estrangeiro continua a ser realizado essencialmente por países europeus. No entanto, os EUA destacam-se como o maior investidor na Europa, com 1.027 projetos (26% do total) realizados em 2013.

Já o investimento proveniente dos BRIC aumentou 28%, para um total de 313 projetos que irão criar 16.900 postos de trabalho (aumento de 37%).

O relatório revela ainda a preferência dos investidores pelas principais cidades: o número de projetos de IDE em Londres aumentou 21% em 2013, para 380, com a cidade a representar praticamente metade de todos os projetos realizados no Reino Unido, a maior proporção em toda a Europa, mas uma tendência generalizada.