A diretora executiva da EasyJet, Carolyn McCall, afirmou em conversações privadas que a deslocação da sua sede é quase inevitável depois do sucedido na passada semana com o referendo britânico, que ditou a saída do país da UE, segundo adianta a SkyNews

Os detalhes da deslocação da empresa deverão ser conhecidos só daqui a uns meses, mas fontes próximas da companhia afirmam que já foram iniciadas as negociações preliminares com um conjunto de países não-identificados da União Europeia e que uma das principais alíneas da ordem de trabalhos estará associada à emissão do Certificado de Operador Aéreo, que permitirá alojar a sede da EasyJet num desses estados-membros.

Fonte próxima da administração da empresa de aviação revelou, ainda, que a deslocação da sede implicará, também, a transferência de funcionários do Reino Unido para o novo país-sede. A saída do "quartel-general" da EasyJet do Reino Unido implicaria a alteração do regime de Operador Aéreo celebrado com os britânicos, passando o país a acolher somente uma base operacional de uma empresa que passaria a ser estrangeira.

A empresa detentora da British Airways, a International Airlines Group, já opera nos moldes que a EasyJet pretende adotar, enquanto a Ryanair poderá, também, adotar esse modelo no futuro.

A União Europeia tem um Acordo Único de Aviação, mas a manutenção do Reino Unido no acordo é algo incerto.

Num comunicado emitido para o mercado de valores de Londres, depois de conhecidos os resultados do Brexit, a companhia aérea afirmou que “tem vindo a preparar-se para esta eventualidade e tem desenvolvido uma série de opções que permitirão continuar a voar para todos os seus mercados”.

A diretora executiva da companhia sublinhou, também, que escreveu quer para o governo britânico, quer para a União Europeia, apelando ao início das negociações do Brexit e para a manutenção do Acordo Único de Aviação nos moldes atuais.

A EasyJet emprega cerca de 1.000 funcionários na sua base em Luton. Enquanto estes não forem realocados, o objetivo da empresa será mover, somente, a sua sede legal para outro país. Este facto vem reforçar as opiniões de que a UE terá um grande impacto nas estruturas de negócio das maiores empresas da Grã-Bretanha.

Na passada quinta-feira, foi noticiado que a Vodafone também pretendia deslocar a sua sede, mas a administração veio dizer que é “muito cedo” para determinar se o resultado do referendo ditará a realocação dos departamentos administrativos da empresa.