Só no último ano, mais de 2.200 franceses compraram casa em Portugal. Até finais de 2015 estima-se que 20 mil franceses poderão viver no país. As previsões são da Câmara de Comércio e Indústria Franco Portuguesa (CCIFP) que está a organizar a terceira edição do Salão do Imobiliário e do Turismo Português.

O evento decorre de 16 a 18 de maio em Paris e atrai, sobretudo, reformados seduzidos pela isenção de impostos, desde que residam em Portugal mais de 183 dias por ano.

Esta situação é possível devido ao estatuto do residente não habitual em Portugal, em vigor desde janeiro de 2013. O estatuto permite a qualquer reformado da União Europeia usufruir de uma isenção fiscal durante dez anos, desde que não tenha residido em Portugal nos últimos cinco anos.

O estatuto abrange, ainda, profissionais que exercem uma atividade de alto valor acrescentado e que, assim, podem beneficiar de uma taxa de IRS reduzida para 20 por cento.

O presidente da CCIFP, Carlos Vinhas Pereira, realçou à agência Lusa que estes benefícios fiscais podem, também, ser aproveitados pelos emigrantes portugueses que desejem regressar ao país.

«Há muitos emigrantes que vivem oito e nove meses em Portugal e o resto dos meses em França. Eles já podiam beneficiar desta lei e não pagar impostos sobre a reforma nem sobre as mais-valias ou os dividendos», explicou Carlos Vinhas Pereira.

O presidente da CCIFP defende que «esta lei não beneficia só as pessoas que têm meios, mas também os reformados que não têm uma grande pensão.» Carlos Vinhas Pereira acrescentou, ainda, que os reformados vão viver «melhor do que em França».

Esperam-se entre entre oito mil a dez mil visitantes nesta terceira edição do Salão do Imobiliário e do Turismo Português.