A ministra de Emprego espanhola, Fátima Báñez, anunciou hoje que nos próximos três meses vão ser retirados do Fundo de Reserva 6.148 milhões de euros para pagar pensões.

Báñez anunciou a decisão durante uma intervenção na Comissão do Pacto de Toledo do Congresso dos Deputados, onde hoje explicou a reforma de pensões aprovada pelo Governo na passada sexta-feira.

A reforma introduz o fator de sustentabilidade (adequar as pensões à esperança de vida) e um novo índice de revalorização que não está diretamente relacionado com a inflação, escreve a Lusa.

Segundo a ministra, do total que vai ser retirado do Fundo, cerca de 720 milhões serão utilizados hoje para responder às necessidades de tesouraria da Segurança Social.

A ministra explicou que entre 2012 e 2013 se utilizaram 23.731 milhões do fundo de património da Segurança Social, dos quais 4.980 milhões são do fundo de prevenção e reabilitação, conhecido como fundo das mútuas, e 18.651 milhões do Fundo de Reserva.

Atualmente, segundo explicou, o Fundo de Reserva conta com 59.350 milhões de euros.

O Governo, explicou, estima que o sistema da Segurança Social terá um défice acumulado de 36.500 milhões até 2016.

Um cenário que, segundo a ministra, justifica a reforma aprovada pelo Governo que prevê que em situações de crise económica as pensões subam 0,25 %, aumentando um máximo de 0,25% mais o valor da inflação em caso de bonança económica.