O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou terça-feira, que o seu Governo vai avançar com uma «revolução fiscal» para aumentar a recolha de impostos e «captar as riquezas do país».

«Uma revolução fiscal venezuelana para captar completamente a riqueza do país e convertê-la em educação, em saúde, em habitação, estradas, alimentos, em vida do povo», disse.

Nicolás Maduro falava no palácio presidencial de Miraflores quando assinalava a vitória nas eleições presidenciais de 14 de abril de 2013, durante o qual explicou que 64,1% dos recursos usados em programas sociais provêm da indústria petrolífera e dos impostos que pagam os venezuelanos.

«No ano passado tivemos excedentes na recolha de impostos e este ano vamos ultrapassar esse recorde», frisou.

Nicolás Maduro defendeu, no entanto, que «há que ampliar a base de recolha de impostos aos que mais têm» e apelou ao apoio de uma «revolução fiscal».

«Peço o máximo apoio de todo o país, porque é para o bem social, o bem económico do país. Aprovado!», frisou.

O chefe de Estado anunciou ainda que na próxima semana iniciará uma «nova ofensiva económica» para equilibrar a economia, mais ambiciosa que a realizada em 2013, quando obrigou o comércio do país a baixar os preços dos produtos, depois de acusar os comerciantes de estarem a especular.

«Na próxima terça-feira, 22 de abril, arranca a nova ofensiva económica para a produção, o abastecimento, os preços justos. Vamos equilibrar toda a economia», disse.

A Venezuela registou 56% de inflação em 2013 e mais de 20% de escassez de vários produtos.