A Federação de Sindicatos da Indústria acusa o Governo de cometer uma ilegalidade e impedir o direito constitucional à greve.
 
Os sindicatos decidiram suspender a greve desta terça-feira na refinaria de Sines por considerarem que os serviços mínimos, decididos pelo Governo, eram “abusivos” e inviabilizavam o efeito do protesto.
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O Executivo decretou serviços mínimos nas refinarias da Petrogal depois da administração da empresa e do próprio executivo terem considerado que os que foram propostos pelos trabalhadores no pré-aviso de greve eram insuficientes para garantir a segurança
 
Os trabalhadores estudam nova data para nova paralisação, que deverá ter lugar em junho, depois de terem suspendido esta greve.
 
Segundo o Ministério do Ambiente, os serviços mínimos salvaguardam "o direito à greve" e a segurança para impedir acidentes graves. E a satisfação de necessidades sociais, que advêm da atividade da refinaria.
 
O Governo consegue assim também impedir que as refinarias fossem completamente desligadas, para evitar um período de arranque que pode durar duas semanas e que teria um severo impacto nas exportações nacionais a poucos meses de eleições.
 
Só na última paragem, e numa paragem programada da refinaria de Sines, as exportações da Galp caíram 9%.