Os mais de 500 milhões de euros que o Governo deverá poupar com os reembolsos antecipados ao Fundo Monetário Internacional este ano podem ter um “destino melhor, como as políticas sociais”.
 
Foi assim que o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, comentou a decisão do Governo, de reembolsar antecipadamente mais dois mil milhões de euros do empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI), já para este mês.
 
A decisão foi anunciada sábado à noite no Cadaval pela ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, num jantar com militantes da distrital do PSD/Oeste.
 

“Isso é uma medida de boa gestão. Porque nós pagamos ao FMI cerca de 3,5% de juros e hoje em dia conseguimos, pela credibilidade que conquistámos, juros mais baixos no mercado. Há melhores destinos para usar o dinheiro, por exemplo, nas políticas sociais. E por isso faz sentido antecipar esse reembolso ao FMI, para poupar dinheiro aos contribuintes”.

 

“Acho que é o caminho certo. Portugal conseguiu em menos de quatro anos terminar o programa com a troika, não pedir mais dinheiro nem mais tempo, ficar sem programa cautelar, com défice sem sanções, abaixo de 3%, e reembolsar o empréstimo do FMI”, sublinhou ainda Paulo Portas.
 

Portugal tinha já reembolsado 6,6 mil milhões de euros antecipadamente ao FMI desde o início do ano. Além destes dois mil, a reembolsar este mês, o Governo tem ainda planos para reembolsar, também antes do previsto, mais dois mil milhões de euros, o que deverá gerar uma poupança superior a 500 milhões de euros.
 
Para os próximos dois anos, o Governo pretende também reembolsar antecipadamente mais 14 mil milhões de euros.