O Túnel do Marão encaixou meio milhão de euros com portagens no primeiro mês de funcionamento da nova autoestrada, que liga Amarante a Vila Real. O balanço foi divulgado pela Infraestruturas de Portugal.

"Desde o início da entrada em exploração do empreendimento do Túnel do Marão, foi já obtida uma receita de cerca de 500 mil euros com portagem”, lê-se num comunicado enviado à Lusa.

As portagens cobradas na nova autoestrada vão dos 1,95 euros (veículos classe 1), 3,40 euros (classe 2), 4,40 euros (classe 3) e 4,90 euros (classe 4).

Para a Infraestruturas de Portugal, “o elevado nível de circulação, 11.090 veículos por dia" é "bem demonstrativo da grande importância da nova ligação rodoviária para toda a região”.

“Boa parte do atual volume de tráfego resulta ainda da vontade dos automobilistas em conhecer de perto esta imponente obra da engenharia portuguesa, pois é precisamente aos fins de semana que a nova ligação rodoviária entre Amarante e Vila Real é mais utilizada, superando os 12 mil veículos diários”.

Nos dias úteis da semana, em que a maioria das deslocações é feita de, para e em trabalho, o tráfego médio situa-se um pouco acima dos nove mil veículos diários, um valor que está “em linha com as estimativas delineadas pela IP”.

Simultaneamente o Itinerário Principal 4 (IP4), aquela que foi durante quase três décadas a principal via de acesso de Trás-os-Montes ao litoral, registou uma quebra acentuada no volume de tráfego, verificando-se claramente uma transferência do trânsito para a nova autoestrada.

A Autoestrada do Marão – Túnel do Marão abriu ao trânsito a 8 de maio, horas depois da inauguração levada a cabo pelo primeiro-ministro, António Costa.

Foi num domingo e, logo nesse dia, o túnel com quase seis quilómetros foi atravessado por 17.826 viaturas.

Desde a abertura ao trânsito e até ao dia 8 de junho foram mais de 332 mil os veículos a circular no túnel.

Só no ano passado, os encargos com o Túnel do Marão  de 56,2 milhões de euros, sendo que o empreendimento contou com financiamento comunitário. Foi das parcerias público-privadas (PPP) que mais pesou para os cofres do Estado.

Em Vila Real, há freguesias que se queixam do estado em que ficaram as estradas depois das obras do Túnel do Marão. O movimento de camiões e outras máquinas deixou o piso em mau estado.