As receitas geradas pela prostituição e pelo tráfico de droga no Reino Unido vão ser integradas no cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) e poderão aumentá-lo em 10 mil milhões de libras (12,3 mil milhões de euros).

O instituto de estatística britânico (ONS, na sigla em inglês) divulgou quinta-feira as suas estimativas, assentes em informação datada de 2009, estima que a prostituição faça aumentar o PIB em 5,3 mil milhões de libras (6,5 mil milhões de euros) e o tráfico de droga em 4,4 mil milhões de libras (5,4 mil milhões de euros).

A consideração destas atividades ilegais no PIB está prevista nas regras europeias, com o objetivo de comparar as economias dos Estados-membros da União Europeia.

Para medir as receitas geradas pela prostituição, os estaticistas devem considerar o custo do aluguer dos locais da prostituição e as compras de preservativos e da 'indumentária de trabalho'.

O número de prostitutas no Reino Unido está estimado em 58 mil e o dos seus clientes semanais entre 20 a 30.

Quanto ao tráfico de droga, o ONS considera a produção e venda de 'crack', cocaína, heroína, cannabis, 'ecstasy' e anfetaminas.

Militantes que lutam contra as violências feitas sobre mulheres consideraram «inquietantes» a avaliação financeira destas atividades.

Uma porta-voz da associação Eaves declarou-se «surpreendida e entristecida que estas atividades ilegais, estes delitos e abusos (...) sejam consideradas como parte integrante do PIB».

Mas o secretário de Estado para a Prevenção da Delinquência, Norman Baker, reafirmou o compromisso do Governo em lutar contra ¿os desgastes e a exploração causados pela droga e a prostituição¿.

A prostituição em si não é ilegal, mas as atividades comerciais na sua órbita, como os bordéis, são.

O PIB do Reino Unido em 2012 está estimado em 1,8 biliões (milhão de milhões) de euros e o de Portugal em 165 mil milhões de euros.