A Refer ¿ Rede Ferroviária Nacional fechou o ano passado com prejuízos de 89,1 milhões de euros, uma melhoria de 3% face aos resultados negativos de 92,1 milhões de euros registados em 2012.

Ainda em 2013, a Refer teve receitas operacionais de 169,6 milhões de euros, mais 11% em termos homólogos, enquanto os custos operacionais subiram 14% para 209,1 milhões de euros, com a empresa a justificar com os custos com pessoal e serviços e fornecimentos externos.

Já o EBITDA (resultados antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) da Refer foi negativo em 23,7 milhões de euros (um agravamento de 16% em relação a 2012) e os custos com pessoal atingiram 90,6 milhões de euros, num aumento de 16% face a 2012, devido à «decisão do Tribunal Constitucional de serem pagos 14 meses [de salário] em vez de 12», lê-se no comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

«A declaração de inconstitucionalidade da suspensão dos subsídios de férias e natal prevista nos Orçamentos do Estado para 2012 e 2013 resultou num acréscimo de custos na ordem dos 10 milhões euros. Foram também reconhecidos os gastos com subsídios de férias pagos em 2013, não considerados em 2012, no valor de 5,2 milhões euros, uma vez que à data de apresentação das contas de 2012, ainda não tinha sido decretada a inconstitucionalidade da suspensão dos subsídios de férias», refere a Refer

O resultado operacional registou um agravamento de cerca de 10 milhões de euros (-39 milhões de euros em 2013 face a -29 milhões de euros em 2012), «contrariando a tendência de melhoria registada nos últimos anos», devido ao e«feito conjugado do incremento dos rendimentos (+11%) e do incremento dos gastos (+14%)», refere a empresa.

A Refer encerrou 2013 com 2.540 trabalhadores, menos 244 do que no ano anterior.

Para este ano, afirma a empresa, «prevê-se que o número de trabalhadores continue a ser ajustado em função das reais necessidades da organização, contudo de uma forma menos acelerada do que a verificada nos últimos três anos».