Menos 1,3 milhões de espetadores e menos 8,5 milhões de euros de receita de bilheteira, assim decorreu a exibição de cinema comercial em Portugal ao longo de 2013, comparando com o ano anterior.

O Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) divulgou esta terça-feira os dados estatísticos de 2013 e, apesar de serem provisórios, demonstram uma nova quebra acentuada na ida dos portugueses ao cinema.

Em 2013 registaram-se 12,5 milhões de espetadores nas salas de cinema, menos 1,3 milhões do que no ano anterior. As receitas rondaram os 65,4 milhões de euros, ou seja, menos 8,5 milhões de euros do que em 2012.

Comparando com 2011, as diferenças ainda são maiores: as quebras em 2013 são de 3,1 milhões de espetadores e de 14,4 milhões de euros de receita.

Na distribuição geográfica destes dados pelo país, fica-se a saber que as salas de exibição comercial, no distrito de Lisboa, tiveram em média 23,5 espetadores por sessão de cinema, ao longo de 2013. No distrito do Porto, a média foi de 24 espetadores por sessão. No distrito de Portalegre, onde, no ano passado, se contabilizou apenas um total de 25 sessões em duas salas de cinema, a média foi de 54,4 espetadores por sessão, mais do dobro dos valores médios de Lisboa.

Quanto aos filmes estreados comercialmente, a maioria foi de produção norte-americana (165), com ligeira vantagem em relação aos filmes europeus (138).

As diferenças, porém, surgem sobretudo ao nível do número de espetadores, com os portugueses a revelarem uma maior apetência para filmes provenientes dos Estados Unidos: 8,9 milhões de espetadores, contra os 2,4 milhões de espetadores contabilizados no cinema europeu.

Da lista dos filmes mais vistos em 2013, o ICA já tinha indicado anteriormente que «A Gaiola Dourada», do luso-francês Ruben Alves, liderou nas produções internacionais, com 756 mil espetadores.

«7 pecados rurais», de Nicolau Breyner, foi o filme português mais visto de 2013, com cerca de 287 mil espetadores.

A Zon Lusomundo voltou a liderar o mercado em 2013, tanto na exibição como na distribuição, com uma precentagem que ultrapassa, em ambos os casos, os 60 por cento das receitas.