A comissão de trabalhadores da Renault Cacia anunciou esta sexta-feira uma greve, dia 1 de abril, em todos os horários, em defesa de aumentos de salários e contra a discriminação salarial e o «abuso» de vínculos precários.

Segundo a comissão de trabalhadores, a greve, decidida em plenário, é a reação à falta de reconhecimento do esforço dos trabalhadores por parte da administração da empresa, que pretende impor maior flexibilidade.

«Apesar de o grupo Renault alcançar resultados históricos a nível financeiro, após meses de negociação com a administração, os trabalhadores através dos seus representantes, não alcançaram qualquer entendimento relativo às suas reivindicações», refere um comunicado.


A comissão de trabalhadores salienta que o grupo Renault «alcançou todos os seus objetivos no ano de 2014, sobre os quais a Fábrica de Cacia é parte integrante», sem que seja reconhecido o esforço e dedicação dos seus trabalhadores.

«Perante anos de sucessos do ponto de vista produtivo e financeiro para a empresa, a maioria dos trabalhadores não teve direito a um aumento salarial condigno, apesar de todo o sacrifício exigido.»


Segundo aquele órgão representativo, «apenas alguns trabalhadores nos anos de 2014 e 2015 tiveram direito a aumentos salariais», o que considera ser uma atitude discriminatória e provocatória da administração.

«Os trabalhadores da Fábrica da Renault Cacia reunidos em plenário decidem marcar um dia de greve para o dia 1 de abril de 2015 (24 horas), por aumentos de salários justos, por uma mudança de atitude da administração perante a discriminação que esta tem feito relativamente a aumentos salariais e contra o abuso dos vínculos precários na empresa.»


No texto, a comissão de trabalhadores adverte ainda que «a não satisfação das reivindicações levará a que os trabalhadores no futuro façam novas lutas pelos seus direitos».