A agência de notação financeira Standard&Poors subiu a notação de Chipre de 'B-' para 'B' e a Fitch melhorou a perspetiva de 'negativa' para 'estável', invocando os progressos do país mediterrâneo na aplicação do programa de ajustamento da troika.

Em comunicado, a Standard&Poor's (S&P) destaca que o Produto Interno Bruto (PIB) em Chipre se contraiu 5,4% em 2013, ou seja, "menos do que o esperado" face à estimativa inicial de uma contração de 8,7%, e considera que a aplicação das medidas exigidas pela troika «reduzem os riscos em torno do pagamento integral e atempado da dívida».

Além disso, a agência de rating acredita que Chipre poderá alcançar com sucesso os seus objetivos económicos para 2014 e não afasta a possibilidade de voltar a subir a notação do país nos próximos doze meses.

Já em novembro, a S&P tinha aumentado a classificação de Chipre, depois de vários cortes a partir de 2011, ano em que o país entrou em recessão económica grave e que foi obrigado a pedir assistência financeira aos parceiros europeus e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Por sua vez, a Fitch também melhorou a perspetiva de Chipre, em termos da capacidade de crédito a longo prazo em moeda estrangeira, de «negativa» para «estável», embora tenha mantido a classificação de 'B-', mas subiu a notação da capacidade de pagar em moeda local de 'CCC' para 'B-'.

De acordo com a agência, «o progresso contínuo na aplicação de reformas no âmbito do programa da União Europeia e do FMI» contribui para a credibilidade da ilha mediterrânica.

Chipre teve de reestruturar o setor bancário, impondo uma série de restrições à circulação de capital, que continuam parcialmente em vigor, um ano após o início do resgate de 10 mil milhões de euros em março de 2013.