Com Portugal na moda e reconhecido pelas melhores razões na Europa, é também hora dos mercados internacionais voltarem a olhar para o país de um modo diferente, o que gradualmente tem vindo a acontecer.

A agência que gere a dívida pública (IGCP) voltou ao mercado e conseguiu, novamente em maturidades e seis e 12 meses, que os investidores pagassem para ter dívida portuguesa, o que grosso modo é o que significam juros negativos. 

Emissão de Bilhetes do Tesouro (BT) a 6 meses:

Taxa: -0,363% (negativa)

Montante emitido: 500 milhões de euros

Procura:2,83 vezes a oferta (ou seja, quase o triplo)

Emissão de Bilhetes do Tesouro (BT) a 12 meses

Taxa: -0,345%

Montante emitido:1250 milhões de euros

Procura:2,1 vezes a oferta (o dobro)

Segundo, Filipe Silva, diretor da Gestão de Ativos do Banco Carregosa, "nesta operação, o país conseguiu as taxas mais baixas de sempre para estes prazos e ambas foram, mais uma vez, negativas."

Taxas que não surpreendem o analista, depois da subida do rating por parte da  Standard & Poors na passada sexta-feira: "Era o que se esperava: depois da subida de rating (que  coincidiu com alteração para o grau de “investment grade”) por parte da Standard & Poors  e a perspetiva de estável por parte da Moody’s, a dívida portuguesa de longo prazo estreitou e o curto prazo está a ter o mesmo comportamento. Não é de estranhar, por isso, que tenha sido emitido o montante máximo previsto.”

Os juros da dívida portuguesa não param de cair, desde segunda-feira, e esta manhã a 'yield' a 10 anos já testa novo mínimo nos 2,379% cada vez mais próximo dos 2,268% que atingiu a 2 de dezembro de 2015.