A agência de notação Moody’s refere que os risco de um novo resgate em Portugal são baixos, embora mantenha grandes preocupações sobre a evolução da situação e considere que a perspetiva é “estável” – classificação mantêm-se em Ba1.

Para a Moody's, o enfraquecimento economia e aumento dos riscos de Portugal, em matéria da trajetória da dívida, estão a exercer uma pressão sobre a solvência do país, cita a Reuters.

No entanto, há fatores que podem contrabalançar. A agência norte-americana fala de uma situação de liquidez "muito confortável", com uma almofada de 12 mil milhões de euros até ao final do ano.

Acresce que, no entendimento dos analistas da agência, e não obstante as preocupações sobre a evolução orçamental, o Governo português deverá conseguir reduzir o défice para menos de 3% do Produto Interno Bruto e estabilizá-lo nesse nível.

Uma nota que surge depois de ontem, em entrevista à CNBC, à pergunta se fará tudo o que for necessário para evitar que Portugal tenha um segundo resgate?, o ministro das Finanças, Mário Centeno, respondeu que essa era a sua tarefa.

No mês passado, e em relação ao setor bancário, a agência tinha dado nota que que este era uma fonte de risco para os objetivos do Governo, mesmo depois de um acordo para recapitalizar banco estatal, Caixa Geral de Depósitos.