Ricardo Salgado volta a ser notícia, uma vez mais pelas piores razões: foi eleito o pior presidente executivo do ano, num ranking de um professor catedrático norte-americano e publicado na BBC.

O autor chama-lhe líder da família Salgado (quereria dizer da família Espírito Santo), que levou o segundo maior banco privado português à bancarrota.

Explica ainda que o BES teve prejuízos de 3,6 mil milhões de euros, forçando o Governo a injetar 4,9 mil milhões de euros na capitalização do Novo Banco, que resultou da separação dos ativos tóxicos dos não problemáticos.

Sydney Finkelstein sublinha que colocar 250 membros da família em lugares de gestão e liderança dificilmente pode ser justificado por práticas de gestão isentas. E diz que Salgado, como outros membros da família, viviam como reis em grandes propriedades.

O autor lembra que existem várias investigações a decorrer, que foi forçado a abandonar o GES a 14 de julho. E diz que, mesmo se a intenção de Salgado não fosse a de cometer fraude, a certeza é que houve má gestão.

Do raking fazem ainda parte Dick Costolo, presidente executivo do Twitter, Eddie Lampert, presidente executivo da Sears Holdings, Philip Clarke, presidente executivo da Tesco e Dov Charney, presidente executivo da American Apparel.

Esta lista foi compilada por Sydney Finkelstein, professor de estratégia e liderança e regente do departamento de Educação Executiva na School of Business de Dartmouth, nos Estados Unidos da América. Aliás, o ranking já é feito há cinco anos consecutivos, uma lista que, segundo o autor, analisa centenas de empresas para identificar os presidentes executivos que não só reportam maus resultados financeiros, mas que também tomaram medidas que afetaram diretamente os resultados das empresas.