O volume global de vendas do comércio a retalho (alimentar e não alimentar) caiu 1,5% nos seis primeiros meses de 2013, para 8.591 milhões de euros, revela o barómetro da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED).

A evitar uma maior queda estiveram as vendas de produtos alimentares, que aumentaram 2,1% no primeiro semestre deste ano, comparativamente a igual período de 2012, situando-se em 5.020 milhões de euros. De acordo com o barómetro de vendas da APED, esta «pequena subida» ficou a dever-se à forte política de promoções e oferta de propostas de valor que permitiram ao retalho alimentar «travar as quedas», refere a Lusa.

No caso do retalho não alimentar, o volume de vendas caiu 6,1% para 3.571 milhões de euros no período em análise. Esta queda deveu-se ao contexto macroeconómico recessivo e à quebra no rendimento das famílias.

O mercado que maior queda apresentou ao nível das vendas no retalho não alimentar foi o da eletrónica de consumo, ao quebrar 37,7%.

Em contraciclo, segundo o barómetro de vendas da APED, destacou-se o mercado das telecomunicações com uma subida de 29,9% no primeiro semestre deste ano.

Por canal de distribuição, os hipermercados apresentaram uma quota de mercado de 15,4% no primeiro semestre deste ano, o que corresponde a mais 0,9 pontos percentuais em relação a 2012.

Já a quota de mercado detida pelos supermercados situou-se em 14,7% nos primeiros seis meses deste ano, contra 15,8% no mesmo semestre do ano anterior.

As lojas de baixo custo representaram 45,8% em quota de mercado por canal de distribuição, tendo-se verificado uma quebra de 1,1 pontos percentuais relativamente aos seis primeiros meses do ano passado.

Os outros locais detinham uma quota de mercado de 24,1%, por canal de distribuição, no primeiro semestre deste ano, o que representou uma subida de 0,3 pontos percentuais comparativamente a 2012.