
O concurso lançado no âmbito do QREN para projetos de internacionalização de empresas recebeu quase mil candidaturas, avançou esta quinta-feira o secretário de Estado Adjunto da Economia e Desenvolvimento Regional.
«No QREN, os concursos de incentivos às empresas encerrados em abril confirmaram-nos a vocação exportadora das nossas empresas e a sua disposição em reforçar a sua presença nos mercados internacionais», disse, citado pela Lusa, Almeida Henriques.
No concurso destinado a apoiar projetos de internacionalização de empresas nacionais, «foram recebidas quase mil candidaturas, com um investimento associado superior a 320 milhões de euros».
«O montante de incentivo do QREN solicitado neste concurso praticamente triplicou face ao orçamento disponibilizado. Estimamos um volume de apoios candidatado superior a 100 milhões de euros».
Almeida Henriques realçou ainda os projetos de «novos exportadores», tendo indicado que «170 empresas querem investir 250 milhões em inovação que as qualifique para iniciarem a sua internacionalização».
Na sua perspetiva, «estes são sinais encorajadores, que atestam a resiliência da força produtiva nacional e a vocação de internacionalização da nossa economia».
O Governo tem «uma política clara» neste campo e definiu «alvos prioritários»: a Europa, «numa ótica de consolidação»; o Mercosul e os Países de Expressão de Língua Portuguesa, «numa ótica de crescimento»; os mercados emergentes e de grande potencial, como a China e a Rússia, «numa ótica de exploração».
Almeida Henriques referiu depois que «a linha PME Crescimento dedica uma terça parte do seu orçamento exclusivamente a empresas exportadoras», ou seja, 500 dos 1.500 milhões de euros.
Recordou que «a linha de seguros de crédito para os países da OCDE com garantia do Estado ascende a 1.000 milhões de euros» e que o Governo reforçou as «linhas OCDE com 400 milhões de euros».