A Comissão de Trabalhadores (CT) da Portugal Telecom (PT) vai estar na quinta-feira à entrada da assembleia-geral de acionistas da empresa para lhes distribuir um documento reivindicativo no qual defendem a salvaguarda dos postos de trabalho e da operadora.

CMVM (ainda) insatisfeita com informações da PT

Os representantes dos trabalhadores prometeram, num comunicado de imprensa, continuar a exigir um «acordo social que responsabilize o Governo e os donos da PT Portugal e garanta estabilidade na empresa» durante pelo menos cinco anos.

Os postos de trabalho, os direitos dos trabalhadores e os complementos de reforma são algumas das matérias que a CT pretende salvaguardar num acordo social.

«A CT não pode deixar de estar empenhada em salvaguardar os postos de trabalho e os direitos dos trabalhadores, intervindo na defesa de uma PT Portugal socialmente justa e equilibrada, que tenha os interesses dos trabalhadores como uma das suas principais referências», lê-se no comunicado.

A CT manifestou também preocupação «com a PT Portugal e com o seu projeto industrial, que vai continuar a precisar de investimento para manter serviços com qualidade e inovação» que mantenham a liderança da empresa em todos os segmentos de negócio e a coliderança na TV por subscrição.

A PT SGPS divulgou na quinta-feira passada informação, que tinha sido pedida pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), para esclarecer os acionistas antes da assembleia-geral de quinta-feira, na qual será votada a venda da PT Portugal, atualmente nas mãos da operadora brasileira Oi, aos franceses da Altice.

Na informação disponibilizada, a empresa divulgou pareceres jurídicos, feitos a seu pedido, que consideram que a Oi não pode vender a PT Portugal à luz dos contratos realizados entre as duas empresas e sugerem a realização de uma nova reunião magna para a eventual alteração dos contratos existentes com a operadora brasileira.

No documento, a PT SGPS considera que, caso não seja aprovada a venda da PT Portugal na próxima reunião, isso «não invalida» que o ativo seja vendido no futuro.