O responsável da corretora Dif Broker Pedro Lino disse esta quinta-feira que a assembleia-geral da PT SGPS, na qual participa enquanto convidado, está demorada, com muitos acionistas a intervirem, mas considerou que o «desfecho está mais que feito».

Reversão do negócio com Oi implica «avultado aumento de capital»

Mais de duas horas depois do início da reunião magna que vai decidir a proposta de venda da PT Portugal, nas mãos da brasileira Oi desde maio de 2014, aos franceses da Altice, «nem 25% dos acionistas que querem falar» conseguiram fazê-lo, disse aos jornalistas Pedro Lino, da corretora Dif Broker, que participa na assembleia-geral enquanto convidado, embora também seja acionista.

Esta demora foi igualmente corroborada por outros acionistas, que adiantaram que a assembleia-geral está «para demorar».

«Há acionistas com posições muito extensas, com pareceres jurídicos fundamentados», explicou Pedro Lino, que sublinhou que «há muitos acionistas que querem falar».

Entre os temas mais abordados pelos acionistas da PT SGPS, adiantou Pedro Lino, constam a ausência dos nomes dos responsáveis da pelas aplicações financeiras na Rioforte, do Grupo Espírito Santo (GES), no relatório da consultora PriceWaterhouseCoopers (PwC), a pedido da administração, ou a situação financeira da Oi, que para alguns estará falida se não vender a PT Portugal.

«Há um ambiente um bocado tenso, há muitos pequenos acionistas que perderam muitas das suas poupanças», adiantou o responsável, descrevendo que «as pessoas estão descrentes», embora o corretor considere que o «desfecho está mais que feito».