A Pharol, antiga PT SGPS, anunciou esta terça-feira que a Ongoing reduziu a sua posição para 3,46%, nomeadamente devido ao exercício da parte do BCP do direito de apropriação previsto no contrato de mútuo com penhores de ações.

Na sexta-feira à noite, a Pharol tinha informado o mercado de que o Banco Comercial Português (BCP) tinha passado a deter uma participação qualificada de 6,1689% do capital social e dos direitos de voto da empresa, que é acionista de referência da operadora de telecomunicações brasileira Oi.

Na altura, a Pharol explicava que o aumento da participação do BCP se devia ao exercício, no dia 12 de agosto, "do direito de apropriação previsto em contrato mútuo com penhores de ações e de outros valores" em que o banco "adquiriu 37.804.969 ações ordinárias, representativas de aproximadamente 4,2169% do capital social e dos direitos de voto" da antiga PT SGPS.

Assim, o BCP passava a ter uma participação social correspondente a 55.304.969 ações da Pharol, ou seja, 6,1689% do capital social da empresa.

Agora, também em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Pharol adianta que a Ongoing - Strategy Investiments, empresa de Nuno Vasconcellos, reduziu a sua posição "diretamente e por intermédio da sociedade por si dominada Nivalis Holdings, para aproximadamente 3,46% do capital" da antiga PT SGPS.

Esta redução da participação resulta, nomeadamente, da "alienação, no dia 12 de agosto, de 37.804.969 ações ordinárias da sociedade, em resultado do exercício de um direito de apropriação previsto em contrato de mútuo com penhores de ações" e também da "não reaquisição, pela Ongoing, de 22.560.000 ações" da Pharol, "que eram objeto de uma Equity Swap Transaction ('Swap'), tal como oportunamente comunicada", cuja vigência terminou naquela data.

Devido a estes dois eventos, a participação da Ongoing passou a ser constituída "por 29.735.000 ações ordinárias, representativas de aproximadamente 3,46% do capital social da sociedade e dos correspondentes direitos de voto".

A Pharol adianta que estas ações "são diretamente detidas pela Nivalis, cuja participação é imputável (...) à sociedade Insight Strategic Investments, SGPS, que detém uma participação correspondente a 62,55% dos direitos de voto na Nivalis, sendo a Ongoing a acionista maioritária da Insight".

Os votos imputáveis à Nivalis, à Insighr e à Ongoing "são também imputáveis à sociedade RS Holding, SGPS, que é acionista maioritária da Ongoing" e a "Isabel Rocha dos Santos, que é acionista maioritária da RS Holding", conclui a Pharol.