O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom, Jorge Félix, manifestou-se esta sexta-feira de acordo com a Autoridade da Concorrência, que pediu à Comissão Europeia autorização para analisar a venda da empresa ao grupo francês Altice.

Em declarações à agência Lusa, Jorge Félix disse que na reunião realizada na quinta-feira com a Autoridade da Concorrência (AdC), o regulador informou que vai pedir à Comissão Europeia (CE) que a deixe analisar a venda da PT Portugal ao grupo francês.

«Foi uma reunião muito positiva e esclarecedora. Concordamos com a decisão da AdC e, agora, vamos aguardar por uma decisão da CE», disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Portugal Telecom (STPT), citado pela Lusa.

De acordo com o sindicalista, a AdC é quem conhece melhor o mercado nacional de telecomunicações e, por isso, é a entidade mais apta para apreciar a concentração de empresas no mercado nacional.

«Lembro que, efetivamente, o que está em causa é uma operação de concentração de empresas da Altice no mercado nacional, se considerarmos que esta também é a titular das empresas Cabovisão e Oni», sublinhou.

Jorge Félix adiantou que a AdC explicou que a operação de concentração é notificada à CE, que tem a «competência para apreciar e garantir que não se verificará uma concorrência falseada».

«Na reunião de ontem, a AdC disse-nos que vai pedir a remessa do processo de concentração, no âmbito da concorrência, para ser analisado em Portugal, e que a CE o poderá aceitar ou não», disse.

O presidente do STPT disse que o sindicato concorda com a posição da AdC, adiantando que vai acompanhar a situação e o desenvolvimento da operação da concentração de empresas.

«Vamos aguardar agora pela decisão da CE e da reunião marcada para segunda-feira com a Anacom», concluiu.

O SPTT reúne-se com a Anacom na segunda-feira, tendo já solicitado também um encontro ao ministro da Economia, Pires de Lima.

O grupo Altice vai comprar a PT Portugal, que tem os serviços Meo e Sapo, entre outros, por 7.400 milhões de euros, depois dos acionistas da PT SGPS terem aprovado, em janeiro, o negócio.

A Autoridade da Concorrência considera que tem «um histórico de análise no setor» das telecomunicações em Portugal, ou seja, conhece bem esta área.