O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse esta quinta-feira esperar que a PT Portugal encontre nos novos investidores franceses da Altice um acionista estável e com capital para desenvolver a empresa de telecomunicações.

«Espero que a PT Portugal encontre nestes investidores franceses um acionista estável e com capital para desenvolver a empresa, aquilo que precisamente a empresa não teve nos últimos anos, e que corresponda a um virar de página», disse Pires de Lima à Lusa, por telefone, da Suíça, onde participa no Fórum Económico Mundial (WEF), em Davos.

«Quem investe assim em Portugal, seguramente tem uma preocupação grande em valorizar o seu investimento e em desenvolver a empresa que acabou de adquirir», sublinhou Pires de Lima.

Os acionistas da PT SGPS deram esta quinta-feira, durante uma assembleia-geral, luz verde à venda da PT Portugal aos franceses da Altice.

Esta sexta-feira as ações da PT SGPS dispararam em bolsa, chegando a somar 16% de valorização.

A venda da PT Portugal foi aprovada com 97,81% dos votos favoráveis do Novo Banco, Ongoing, Visabeira e Controlinveste, numa reunião que contou com 44% do capital presente ou representado, mas apenas 34% de capital votante, já que os brasileiros foram impedidos de votar por conflito de interesses. Os votos contra atingiram apenas os 2,19%.

 «Eu demonstrei a minha atenção e preocupação com as consequências que toda esta indefinição acionista tinha ou poderia ter na PT Portugal, que é uma empresa muito relevante para a nossa economia e que emprega diretamente 10 mil pessoas», sublinhou Pires de Lima.

O ministro referiu que desejou que «esta assembleia-geral se realizasse» e considerou que o resultado foi «muito clarificador».

«Acho muito importante para Portugal que exista um investidor que aposta 7,4 mil milhões de euros numa empresa portuguesa seis ou sete meses depois de termos saído do programa de assistência financeira», declarou ainda Pires de Lima.

«Portugal precisa de investimento e é muito importante destacar e saudar o facto de um investidor francês investir numa empresa portuguesa, e em Portugal, neste momento, 7,4 mil milhões de euros», concluiu o ministro da Economia.