Vermelho é a cor predominante que as bolsas europeias vestem esta manhã de sexta-feira, dia feriado em Portugal. Em Lisboa, por causa disso, espera-se uma sessão de fraca liquidez. Por agora, o destaque negativo vai para o BCP, que continua a cair cerca de 2% para 0,0218 euros.

Continua a pairar muita incerteza sobre o setor e se as palavras do presidente Nuno Amado - que assegurou não estar a ser equacionado qualquer aumento de capital na corrida à compra do Novo Banco - pareciam ter tranquilizado os investidores, mas rapidamente se percebeu que a subida que se seguiu foi fogo de vista.

Hoje, a cotada que mais desvaloriza é mesmo a Sonae Capital, que recua 5% para 0,57 euros, mas a maioria das empresas está a perder. A energia, que tem maior peso no índice PSI20, está a pressionar, com a EDP a cair 0,9% para 2,96 euros e a Galp a descer 0,5% para 12,21 euros. 

A queda do preço do petróleo nos mercados internacionais, a corrigir de máximos de 10 meses, está a penalizar as empresas ligadas ao setor tanto em Portugal como na Europa. O barril de Brent, aquele que serve de referência para Portugal e é negociado em Londres, cai 0,9% para os 51,49 dólares, depois de dois dias em que passou a barreira dos 52 dólares e quase tocou os 53.

Depois, os investidores estão também a optar por activos de refúgio, numa altura em que são crescentes os receios que o referendo de 23 de Junho no Reino Unido culmine na saída desse país da União Europeia. Segundo as últimas sondagens, o campo a favor da saída está a ganhar força.