Depois de ontem a bolsa em Lisboa ter fechado a perder para novos mínimos do último mês, continua esta terça-feira em terreno negativo a aprofundar perdas, tal como todas as praças europeias. Com todas as cotadas no vermelho, à exceção do Montepio, que está na linha de água nos 0,58 euros por ação, o PSI perdia 1,15% na primeira hora de negociação para 4.918,60 pontos.

Há pouco, o FMI veio alertar que a economia mundial, embora não esteja em crise, está a ter uma recuperação demasiado lenta e frágil, e que os riscos de esta situação piorar aumentaram. Um assunto que poderá influenciar as negociações nos mercados acionistas durante o dia.

O que é certo que já está a contribuir para a queda das bolsas é  o preço do petróleo, que continua a desvalorizar tanto em Londres como em Nova Iorque. O barril de Brent londrino, que é aquele que serve de referência para Portugal, numa semana caiu dos 40 dólares para o patamar dos 37 dólares, onde negoceia hoje, acusando uma descida não longe de 1%.

Ora, o setor da energia, como é natural, é penalizado. As ações da Galp desvalorizavam 1,9% para 10,675 euros há pouco e as da EDP 1,3% para 3,043 euros.

Na banca, o mesmo sentimento negativo, com o BCP a cair 1,1% para 0,0351 euros e o BPI a perder 1,3% para 1,233 euros.

A maior queda do índice pertence a esta hora à Mota Engil: 2,5% para 1,841 euros, com as ações a reagir à apresentação de resultados. O lucro da construtora, no ano passado, caiu 62% para 19 milhões de euros em 2015, pressionado por uma subida nos impostos, e apesar de um aumento de 3% nas receitas, para 2.430 milhões de euros, suportadas pelos negócios na América Latina e na Europa.

As praças asiáticas também fecharam no vermelho, não só pela pressão do petróleo como pelos sinais contraditórios sobre a política da Reserva Federal norte-americana em relação à subida das taxas de juro, segundo os analistas.