A bolsa nacional fechou em alta, esta quinta-feira, com dois títulos em destaque: a Pharol e a Mota-Engil. A primeira, antiga PT SGPS, voltou mais uma vez a disparar, desta feita 13% para 0,191 euros. A segunda ganhou 7,15%, com cada ação a valer agora 1,618 euros. Com mais de metade das cotadas em alta, Lisboa subiu 0,66% esta penúltima sessão da semana.

Também a The Navigator Company subiu, mas 2,1%, para 2,645 euros, bem como a Altri, cerca de 1,9% para 3,1941 euros. Os CTT foram o quinto título que mais subiu, 1,4% para 7,206 euros.

Pela negativa, o maior destaque vai para a Sonae, que perdeu 2%. Cada ação vale, agora, 0,675 euros. 

Já na banca, enquanto o BCP ganhou 0,5%, não conseguindo, no entanto, voltar ainda ao patamar dos 2 cêntimos por ação, o BPI registou a mesma percentagem, mas de descida, para 1,113 euros, o preço da OPA oferecida recentemente pelo CaixaBank.

Europa positiva, Londres destoa

Entre as principais praças europeias, a sessão também foi positiva, com ganhos até 1,63% de Milão. O PSI20 português conheceu mesmo a valorização mais baixa comparando com as pares. Num quadro verde, Londres acabou por se destacar pela negativa, tendo tombado 0,24%.

Foi a única praça a reagir negativamente à manutenção das taxas de juro decidida pelo Banco de Inglaterra.

Apesar de ter mantido as taxas, o Banco de Inglaterra deixou a porta aberta à aprovação de um pacote de medidas, em agosto, depois de concluir de que modo a decisão saída do referendo de 23 de Junho, de abandonar a União Europeia, afetou a economia. 

O impacto inicial desta decisão nos mercados foi de apreciação da libra para máximos de duas semanas, face ao dólar e ao euro, ao passo que as principais bolsas europeias aliviaram dos máximos de três semanas em que negociavam e a praça londrina entrou em terreno negativo. Ainda voltou a terreno positivo, mas acabou por fechar no vermelho.