A abertura em alta foi sol de pouca dura. As bolsas europeias acabaram por inverter a meio da manhã e estão a ser muito penalizadas pela banca alemã. Um pessimismo por contágio entre os investidores, explicado sobretudo pelos tombos do Deutsche Bank e do Commerzbank.

Depois de ter afundadoà volta de 8% na segunda-feira tocando novos mínimos, o Deutsche continua a mergulhar em águas negativas. Está a perder cerca de 2,5% e, com isto, atingiu um novo valor mais baixo de sempre, nos 10,235 euros.

A revista alemã Focus adiantou na sexta-feira passada que a chanceler alemã Angela Merkel descartou a possibilidade de ajudar o banco nas negociações com as autoridades dos EUA - que querem aplicar uma multa histórica de 14 mil milhões a este que é o maior banco alemão. Uma multa ainda por causa da crise do subprime (créditos imobiliários de baixa qualidade). Entretanto, o banco disse que vai resolver os seus problemas sem precisar da ajuda do Governo, mas os investidores continuam reticentes.

Para além disso, também o segundo maior banco comercial na Alemanha está hoje em destaque pela negativa. Foi noticiado pelo Handelsblatt que o Commerzbank está a preparar a suspensão do pagamento de dividendos aos acionistas e pretenderá cortar 9.000 postos de trabalho.

Sendo a Alemanha a principal economia europeia, o setor financeiro é também dos mais importantes. Daí o pessimismo por contágio nas bolsas:  Frankfurt é, como é natural, a praça que mais perde (0,91%), seguida de Milão (0,9%), Lisboa (0,75%), Paris (0,54%) e Madrid (0,35%).

O pan-europeu Stoxx 600 recua 0,5 %, um ponto percentual abaixo dos máximos da sessão. O índice bancário europeu Stoxx 600 Banks cai 1,22%.