A maioria das praças europeias abriu a perder nesta última sessão da semana, eepois de se terem confirmado os receios em relação à economia da China. O crescimento abrandou entre janeiro e março para 6,7%. Para se ter uma ideia, são os piores dados trimestrais dos últimos sete anos.

As bolsas europeias foram contagiadas pelo sentimento negativo, com quedas até 0,5% na primeira meia hora negociação. Em Lisboa, o mesmo cenário:  o PSI20 perdia 0,22% para 5.015,89 pontos.

Esta deverá ser uma sessão de fracas negociações e de cautela entre os investidores, porque este fim-de-semana há uma importante reunião dos produtores de petróleo. O barril de Brent - que é aquele que serve de referência para Portugal - atingiu o valor mais alto deste ano na quarta-feira. Ontem corrigiu desses ganhos e hoje sobe ligeiramente de valor, negociando nos 44 dólares.

Mas isso hoje não está a ajudar a Galp, que caía 0,4% ao início da sessão, para 11,525 euros. A petrolífera anunciou uma quebra de 4% no barris de petróleo processados e a margem de refinação também desceu.

A penalizar, também o BCP, depois de ter disparado durante a semana graças ao acordo alcançado para o BPI e com a especulação sobre a possibilidade da angolana Isabel dos Santos poder entrar no banco. Hoje está a corrigir, acusando um recuo de 1,3% para 0,0377 euros.

Já as ações do BPI não negociaram durante toda a semana e a suspensão decretada pela CMVM mantém-se. O mercado está à espera que sejam divulgados os detalhes do acordo entre os espanhóis do CaixaBank e a Santoro de Isabel dos Santos.

Pela positiva, destaca-se a Jerónimo Martins, que ganha 1% para14,68 euros. A dona do Pingo Doce anunciou que vai pagar um dividendo de 26,5 cêntimospor ação, a 12 de maio.