Já era esperado e assim aconteceu. Depois de cinco sessões em queda, as bolsas da Europa abriram a ganhar e o PSI20 não foi exceção. O principal índice nacional ganhou 0,64% para 4.491,90 pontos na abertura e continua a acentuar ganhos.

Em dia de reunião da Reserva Federal norte-americana os investidores optam pela cautela até saberem que decisão tomará a FED em matéria de taxas de juro. Além disso, o fantasma da saída do Reino Unido da União Europeia não irá desaparecer até ao dia do referendo. E depois de dia 23 de junho é preciso ver como ficará a Europa, por isso os investidores continuam a refugiar-se em ativos mais seguros como o ouro.

Em Lisboa, em dia de duas emissões de Bilhetes de Tesouro de curto prazo, as atenções continuam focadas na banca. O BCP volta a subir acima dos dois cêntimos por ação e cresce 6,21%.

Ontem a Moody's subiu a notação 'baseline credit assessment' (BCA) do banco liderado por Nuno Amado para b3, de Caa2, vendo uma menor probabilidade de o banco precisar de apoio para se capitalizar e uma melhoria na rentabilidade e capital, segundo noticiou a Reuters.

O BCA consiste na visão da agência de rating sobre a probabilidade de um banco falhar na ausência de apoio externo, levando em consideração o ambiente macro, o perfil financeiro e a probabilidade de 'default' (incumprimento).

BPI marca assembleia-geral da desblindagem para 22 Julho

Ainda na banca o BPI sobe 0,91% para 1,10 euros num dia que banco anunciou a marcação da assembleia-geral de acionistas para 22 de Julho. O objetivo é aprovar a desblindagem de estatutos sem a qual não será possível concretizar a Oferta Pública de Aquisição lançada pelos catalães do Caixabank.

O Caixabank é o maior accionista do BPI e ofereceu 1,113 euros por ação para ficar com o controlo do banco. A administração do BPI já classificou a oferta como "oportuna e amigável", mas salientou que o preço de 1,113 euros por ação é baixo, sugerindo um  intervalo de avaliações com a média nos 1,54 euros por título.

Os ganhos mais acentuados vêm da Sonae que valoriza 2,31% para 0,796 euros.

A energia continua a ser o "calcanhar de Aquiles" do índice nacional, numa altura em que a matéria-prima continua com tendência de queda nos mercados internacionais.

A Galp já cai 0,30% para 22,595 euros, apesar da abertura em alta, e a Ren derrapara 0,11% para 2,561 euros.

Ainda nas quedas, os sinais mais negativos chegam da Pharol e da Sonae Capital, a descerem 2,26% para 0,13 euros e 2,04% para 0,576 euros, respetivamente.