As bolsas europeias abriram a seguir as descidas das praças asiáticas. O mundo está de olhos postos para o primeiro debate entre os candidatos à Casa Branca. Os analistas antecipam que se Donald Trump tiver um bom desempenho na discussão com Hillary Clinton a volatilidade poderá aumentar nos mercados. As eleições, recorde-se, são a 8 de novembro. As quedas rondam 1% entre as praças europeias e Lisboa é a que menos perdia na primeira meia hora, cerca de 0,5%.

A maior descida em percentagem cabia à Galp, um dos pesos pesados, a contrariar a recuperação (embora muito ligeira) dos preços petróleo, com o barril de Brent, que serve de referência para Portugal, a negociar no patamar dos 46 dólares.

Destaque, ainda, para o setor financeiro, sobretudo para o BCP. A última sessão foi negra para o banco, renovou mínimos e derrapou mais de 5%. Hoje alcançou um novo valor mais baixo de sempre, ao cair quase 0,7%, para 0,0145€.

Vários motivos explicam a turbulência do BCP: a entrada do capital dos chineses da Fosun está por concluir (mas o Governo aprovou na última quinta-feira um regime que permite a fusão de ações “fora do âmbito de uma redução do capital social" e essa é, precisamente, uma das condições da Fosun para avançar); depois, a possibilidade de corrida ao Novo Banco e a saída do índice pan-europeu Stoxx 660 também estão a contribuir para um desempenho negativo da instituição liderada por Nuno Amado na bolsa.

Quanto ao BPI, depois da desblindagem dos estatutos ter aberto caminho à OPA do CaixaBank, os espanhóis subiram o valor da parada em 2,1 cêntimos para 1,134 euros. Hoje, as ações estavam a negociar um pouco abaixo, nos 1,129 euros. Isabel dos Santos ainda não decidiu se vai vender a sua posição. 

Esta segunda-feira serão conhecidos os dados da execução orçamental até agosto, o que poderá influenciar as negociações e a cautela dos investidores.