As bolsas europeias abriram em alta e Lisboa também, depois de quatro sessões de perdas e de na última sessão a banca ter sido bastante penalizada. Ora, o sentimento hoje é positivo à boleia de declarações vindas da maior economia do mundo. A presidente da Reserva Federal dos Estados Unidos defendeu cautela na subida das taxas de juro para os próximos tempos e os mercados, no geral, acolheram bem estas afirmações.

O PSI20 protagonizou a maior valorização da Europa ao início da manhã. Na primeira meia hora valorizava 1,19% para 5.105,68 pontos.

O BCP, que caiu 7% ontem, depois de ter sido convocada uma assembleia-geral para abril e de os investidores terem interpretado esse anúncio como um cenário de um aumento de capital, hoje as ações estão a recuperar, numa valorização de 1,5%, voltando ao patamar dos 0,0405 euros. Hoje há, refira-se, notícias que dão conta de que o BCP está a estudar entrar na corrida ao Novo Banco.  

Quanto ao BPI, mantém-se a incerteza sobre se CaixaBank e a Santoro conseguirão chegar a acordo. Depois do rompimento das negociações na semana passada, os dois maiores acionistas voltaram à mesa de negociações. O prazo está a contar para resolver o problema de exposição do BPI a Angola, uma exigência do BCE. Os títulos subiam hoje 0,9% para 1,2150 euros.

Já as ações do Montepio mantiveram-se inalteradas nos 59 cêntimos durante praticamente a primeira hora da sessão em bolsa desta quarta-feira.

Quanto à energia, as cotadas estão igualmente em alta, num dia em que o barril de Brent em Londres, que é aquele que serve de referência para Portugal, está a valorizar mais de 1%, para perto de 40 dólares.

A Galp valorizava 1,97% para 11,165 euros. As ações da EDP ganham 0,9% para 3,11 euros.

Hoje serão conhecidos dados sobre a confiança dos consumidores e dos empresários em Portugal e na zona euro, o Banco de Portugal vai divulgar projeções económicas e à tarde há debate quinzenal no Parlamento, o primeiro depois da promulgação do Orçamento do Estado para 2016, que entra hoje em vigor. Os deputados irão discutir com o primeiro-ministro o Programa Nacional de Reformas apresentado ontem.