Na semana passada, as praças europeias tocaram mínimos de um mês e esta segunda-feira, no arranque nova semana de negociações, o sentimento continua negativo. A bolsa em Lisboa desceu ligeiramente na abertura, mas foi aprofundando as perdas na primeira hora de negociação, acusando uma desvalorização de 1,15% para 4.988,63 pontos.

Esta pressão pode ser explicada sobretudo pela queda dos preços dos metais e do petróleo, que desvalorizaram consideravelmente na semana passada e assim seguem. Hoje, o barril de Brent, que é aquele que serve de referência para Portugal, está a cair mais de de 1%, negociando pouco acima 38 dólares por barril.

Claro que isso afeta setor da energia. A Galp caía 0,55% para 10,7985 euros na primeira hora de negociação. A REN também perdia, embora mais ligeiramente (0,03% para 2,927 euros).

Já a EDP contrariava, numa subida de 0,45% e com cada ação a valer 3,10 euros certos.

Pela positiva, hoje, está o setor da banca. O BCP – que desde o início do ano já perdeu mais de 26% do seu valor – iniciou um clima de recuperação na sexta-feira. Hoje continua, embora ainda com bastantes oscilações. Há pouco, valorizava 0,28% para 0,0359 euros.

Já o BPI está com um movimento bem mais definido e é o título que mais sobe esta manhã: 1,2% para 1,252 euros.

Esta será uma semana em que a banca estará em foco, uma vez que o Banco Central Europeu vai esclarecer melhor os investidores sobre os estímulos económicos anunciados recentemente: desde o corte da taxa de juro de referência, taxa de depósitos e compra de dívida.

O próprio presidente do BCE, Mario Draghi, vem a Portugal na 5ª feira a convite do Presidente da República para o primeiro conselho de Estado do mandato de Marcelo Rebelo de Sousa. Precisamente numa altura crítica para o Banif e para o Novo Banco.