Tal abertura, tal fecho. A bolsa nacional recuou 1,46% esta sexta-feira, última sessão da semana, com destaque para as desvalorizações das energéticas e das retalhistas. O fecho no vermelho esteve em sintonia com as quedas das praças europeias, com os juros soberanos também a agravar-se. O índice de referência português, o PSI20, foi mesmo o que mais afundou.

Os investidores mostram-se desapontados, segundo os analistas, com o tom cauteloso adoptado ontem pelo Banco Central Europeu, que por agora mantém a política de estímulos, avisando que a economia vai crescer menos.

Outro fator a influenciar as negociações de hoje nas praças europeias foi a queda abrupta das exportações da Alemanha em Julho, levando à diminuição do excedente comercial pelo quarto mês consecutivo, o que não acontecia desde 1992.

Os mercados acionistas mundiais também desceram com a incerteza em torno da Coreia do Norte, que realizou seu quinto teste nuclear.

Em Lisboa, destaque para o tombo do setor da energia e retalho. A EDP afundou 3,3%, a EDP Renováveis 1,02% e a Galp Energia 1,59%, numa altura em que o barril de Brent, que serve de referência para Portugal, recua 2,7% para 48,66 dólares.

Pressão adicional das retalhistas Jerónimo Martins e da Sonae, que encerraram com quedas de 2,45% e 2,47%, respectivamente.

A pesar, estiveram também a Altri  (-2,96%), a Navigator (-1,7%) e a NOS (-1,69%).

Em alta apenas três títulos: o BCP (+1,08%), os CTT(+1,12%) e a Pharol (+3,13%), depois de um grupo de investidores que está a preparar uma proposta de aquisição da falida telecom brasileira Oi, onde a Pharol é a maior accionista, terem dito que apresentaram um plano de pagamento de dívidas mais atrativo para os credores do que o delineado pela gestão da Oi esta semana, nota a Reuters.