A bolsa nacional fechou a ganhar 0,32% esta terça-feira, apoiada nas subidas do grupo EDP e Jerónimo Martins. Pela Europa, as praças estiveram perto de máximos de oito meses perante o desvanecer das expectativas de uma subida de taxas nos EUA, enquanto os investidores centram atenções na reunião de amanhã do Banco Central Europeu.

Em Lisboa, o PSI20 foi suportado pelas subidas da família EDP e da retalhista Jerónimo Martins. A EDP subiu 0,43% e a EDP Renováveis ganhou 1,2%, beneficiando de um upgrade da Goldman Sachs, casa de investimento que reviu em alta a recomendação da EDP Renováveis para Neutral e do respectivo preço-alvo em 31,6 pct para 7,5 euros por acção para o final de 2017, após uma revisão de estimativas, mas considera que o crescimento esperado para a eólica está já incorporado no preço da ação.

A Jerónimo Martins avançou 0,8%, impulsionada pela notícia de que vai inaugurar no próximo sábado as duas primeiras lojas na capital colombiana, em Chía e Soacha, marcando assim a entrada da marca Ara na terceira região do país, onde prevê fechar o ano com 40 lojas, segundo a Reuters.

Suporte adicional da Mota-Engil, que liderou os ganhos percentuais ao disparar 3,4%, da Sonae Capital que escalou 2,65%, da Semapa com 1,34%e do Millennium  que avançou 1,1%.

Em sentido contrário, destaque para as ações do BPI voltaram a fechar no vermelho, a perder 0,37% para 1,066 euros.

A eliminação do limite de votos no banco, crucial para o sucesso da OPA do CaixaBank, permanece o cenário mais provável, apesar do adiamento da Assembleia Geral para 21 de Setembro ter prolongado o impasse, segundo o Caixa Banco de Investimento.