As praças europeias abriram a desvalorizar nesta última sessão da semana, arrastadas pelo fecho, ontem, de Wall Street, já que algumas empresas americanas apresentaram resultados decepcionantes. E tudo o que acontece nos Estados Unidos é seguido com muita atenção pelos investidores europeus.

Lisboa não foi exceção e abriu a descer, mas rapidamente passou para o lado dos ganhos, graças, sobretudo, ao BCP, que avançava depois da primeira meia hora de negociação 4,88% pra 0,0409 euros. 

Ontem houve Assembleia Geral de Acionistas com decisões que abrem a porta à entrada de um novo investidor no banco, entre outras medidas mais técnicas como o reagrupamento de ações, para que deixem de ter um valor tão baixo.

O BPI -que tem vindo a desvalorizar consecutivamente durante este mês, com o revés no acordo entre os espanhóis do CaixaBank e a Santoro da empresária angolana Isabel dos Santos, e também com a OPA anunciada pelos primeiros que se seguiu - está hoje a retificar, com uma subida de 0,93% para 1,085 euros por título, ainda assim abaixo do valor oferecido pelo CaixaBank na oferta pública de aquisição (1,113 euros).

Também a Sonae Capital, há um mês no PSI20, está mais uma vez a valorizar, hoje com uma subida de 0,43% para 0,703 euros. 

Já do lado das perdas, o destaque vai para a Galp, com a maior queda: 2,5% para 11,805 euros, apesar da subida do preço do petróleo nos mercados internacionais. O Brent londrino, que serve de reerência para Portugal, avança quase 1% para bem perto dos 45 dólares por barril. 

A EDP também perdia no arranque da sessão (0,06% para 3,03 euros), a reagir a dados operacionais divulgados ontem à noite, dando conta de que a venda de eletricidade em Portugal e Espanha desceu quase 1% no primeiro trimestre