Pode ser mais um dia negro para a ação do BCP que está a atingir novos mínimos em menos de uma hora de negociação.

As ações do banco liderado por Nuno Amado caem 3,96% e valem 0,0194 euros mas já estiveram a valer menos 0,0189 euros, o que revela muita volatilidade em torno do título mas também um sinal de que tudo pode acontecer ao longo da sessão.

Ontem as ações atingiram, pela primeira vez, os dois cêntimos por título e caíram mais de 8%. Em apenas 15 dias o título já perdeu mais de 35% do seu valor em bolsa.

O mercado continua expetante em relação ao futuro da instituição, apesar do presidente já ter feito declarações públicas no sentido de tranquilizar os investidores, assegurando que as perspetivas de crescimento se mantêm. Mas o mercado continua atento às movimentações no setor que apontem para movimentos de fusão ou necessidades de capital, já que a conjuntura não é favorável ao setor.

O vermelho do BCP é acompanhado pela maioria dos papéis que integram o principal índice nacional. O PSI20 abriu a perder 0,46% para 4.548,55 pontos, a seguir a Europa.

Os analistas parecem agora estar mais despertos para o referendo de dia 23 de Junho em Inglaterra, onde se vota o “sim” ou “não” à União Europeia. Com as partes as esgrimirem argumentos e as sondagens a estudos a traçarem cenários, o mercado teme as consequências e as ações refletem a insegurança.

Em Lisboa, além do BCP, os sinais mais negativos chegam da energia. Num dia em que a matéria-prima negoceia abaixo dos 50 dólares por barril no mercado internacional, a Gal cai 0,93% para 11,765 euros, a EDP desvaloriza 1,08% para 2,816 euros, e Renováveis decresce 1,34% para 6,542 euros e a Rem deprecia 1,07% para 2,564 euros.