A Bolsa de Lisboa fechou a ganhar 0,95%, apoiada nos disparos da Jerónimo Martins e da Galp, numa sessão em que principal o índice acionista europeu recuou após cinco dias de ganhos.

A Jerónimo Martins subiu 4,21% para 13,8 euros, máximos de dois anos. Os títulos da retalhista aceleraram depois de Pedro Soares dos Santos, presidente executivo da empresa, ter dito que está confiante em que a margem de lucro na unidade polaca Biedronka vá melhorar nos próximos anos. Os analistas classificaram os resultados da empresa no quarto trimestre de 2015 como fortes, sublinhando que a subida da margem EBITDA da Biedronka em 80 pontos base para 7,1% permitiu uma margem de 7% no conjunto do ano e foi chave a melhoria da rentabilidade do grupo.

As ações da Galp ganharam 3,85%, superando o desempenho positivo de 1,05% do índice sectorial Stoxx Europe 600 Oil&Gas.

A construtora Teixeira Duarte liderou os ganhos em termos percentuais, escalando 4,23%.

A EDP avançou 1,98%. Após o fecho, a elétrica anunciou uma queda maior nos lucros de 12%, para 913 milhões de euros, pior do que estimavam os analistas. A empresa diz que foi penalizada por mais custos financeiros e interesses minoritários, mas que as unidades de energia renovável e do Brasil suportaram uma robusta melhoria operacional.

O maior grupo industrial de Portugal adiantou que o EBITDA – resultados antes de impostos, juros, depreciações e amortizações – cresceu 8% para 3.924 milhões de euros em 2015, acima do estimado. A média de uma Poll de analistas contactados pela Reuters apontava para uma queda de 8% no lucro líquido, para 956 milhões de euros, e que o EBITDA crescesse 6,3% para 3.872 milhões de euros.

Na banca, os títulos do BPI retomaram a negociação e abriram a ganhar mais de 4%, mas inverteram para cair 1,69% para 1,16 euros, numa tomada de mais-valias. As ações do banco tinham sido suspensas ontem, quando estavam a ganhar mais de 10%, na sequência de notícias que davam conta que o espanhol Caixabank, que tem mais de 44% do capital, está a negociar a compra da posição superior a 18% da empresária angola Isabel dos Santos. Ontem ao início da noite, o Caixabank e a Santoro Finance, de Isabel dos Santos, confirmaram que têm mantido conversações sobre várias alternativas para solucionar a exposição do BPI à subsidiária angolana BFA, como exige o BCE, mas que ainda não há acordo.

O Millennium BCP teve um comportamento semelhante e , depois de ter disparado ontem mais de 10%, perdeu hoje 1,32%.

A Pharol desceu 5,29% e continua a tocar novos mínimos históricos. Os títulos já perderam 13,9% esta semana e mais de 37% em 2015, severamente castigados pelo enfraquecer do cenário de uma fusão envolvendo a participada brasileira Oi, que foi também alvo de vários cortes no 'rating' nos últimos dias.

No mercado de dívida, a taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos desce 3 pontos base para 2,89%.