O índice de referência PSI-20 subiu 0,33%, apoiado nos ganhos da EDP e Jerónimo Martins, enquanto o BCP fechou no 'vermelho' antes de anunciar o regresso aos lucros anuais em 2015, face a uma Europa pressionada pela queda 'a pique' do petróleo.

O índice pan-europeu FTSEurofirst, que acompanha as 300 maiores cotadas do continente, caiu 0,36% com generalidade das bolsas europeias a fechar em queda, destacando-se a descida de 0,9% da bolsa de Milão. A pesar no sentimento europeu estão os dados desapontantes relativos à produção industrial da China, que, em janeiro, sofreu a maior quebra em três anos e meio.

Em queda estão também os preços do petróleo nos mercados internacionais, com o barril de Brent a recuar 4,11% para 34,5 dólares.

No mercado de dívida, a taxa de juro das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos subia 5 pontos base (pb) para 2,74%, em linha com as subidas das congéneres espanhola e italiana, alvo de tomada de lucros após as fortes descidas registas no final da semana passada.

EDP E JERÓNIMO MARTINS EM DESTAQUE

Em alta e a suportar os ganhos do índice estiveram os pesos-pesados Jerónimo Martins e EDP.

A Jerónimo Martins valorizou 1,87%, beneficiando de notas de 'research' favoráveis. O HSBC cortou o preço-alvo da retalhista para 14,5 euros de 15 euros por ação. O Goldman Sachs subiu a recomendação e aumentou o preço alvo em mais de 30% para 15 euros.

As ações da EDP ganharam 1,55%. O Citi subiu a recomendação e o preço-alvo em 10%, realçando que a cotação nos últimos seis meses não tem refletido os fortes desempenhos das subsidiárias para as renováveis e o mercado brasileiro. Esta casa de investimento aumentou o preço-alvo da EDP para 3,30 euros, face aos anteriores 3 euros. A cotação atual de 3,25 euros.

Suporte adicional da Portucel, que ganhou 1,29%, dos CTT, a subirem 0,74% e da REN que somou 0,97%.

O BCP divulgou os seus resultados já depois da bolsa ter encerrado, tendo o título fechado a cair 0,77%. O BPI perdeu 1,29%.

Nota para a descida de 1,83% da Galp, que acompanhou a queda do preço do petróleo e foi ainda penalizada por uma descida do preço-alvo em 5% para 10,25 euros por ação, feita pelo Deutsche Bank.