As quedas dos títulos ligados à energia levaram o índice PSI-20 a cair 0,61% num dia em que diversas praças europeias tocaram mínimos de um mês, como consequência da forte queda do preço do petróleo e de dados macroeconómicos na Zona Euro considerados fracos.

As ações da EDP caíram 1,28%, as da subsidiária EDP Renováveis perderam 1,4% e as da Galp Energia recuaram 1,76%, em linha com as respetivas pares europeias. O barril de petróleo brent descia 4% para 38,75 dólares, em Londres. A Arábia Saudita afirmou que não vai congelar a sua produção, sem que o Irão e outros grandes produtores o façam também.

Pressão adicional da Altri, que perdeu 2,53%, dos CTT a caírem 1,03% e do BPI, que recuou 1,36%.

A REN ganhou 1,6%, para 2,928 euros, a beneficiar ainda da recomendação do Barclays, que subiu o preço-alvo em 10%, para 3,10 euros. A REN está no valor mais alto dos últimos seis anos.

O Millennium BCP subiu uns ligeiros 0,28% na primeira sessão positiva após cinco sessões de quedas consecutivas, durante as quais o banco desvalorizou 22%. Ontem o BCP afundou 7,5%, pressionado pela perda de força do ângulo especulativo que possa beneficiar de movimentos futuros, dada a crescente incerteza sobre se os dois maiores acionistas do BPI chegam a acordo. As ações do BCP tinham, até à semana passada, subido mais de 30% desde o momento em que os espanhóis do CaixaBank disseram, a 2 de março, que estavam a manter conversações com a empresária angolana Isabel dos Santos, sobre várias alternativas para solucionar a exposição do BPI a Angola. Outro fator importante que penaliza as ações do BCP é a proposta do Conselho de Administração do banco para que, na Assembleia Geral de 21 de abril, seja decidida a supressão do direito de preferência dos acionistas na subscrição de um ou mais aumentos de capital a deliberar. Os analistas referem que, com esta proposta, o banco procura ter maior flexibilidade futura na gestão da sua posição de capital, potenciando a entrada de novos acionistas no capital do banco, mesmo que retirando uma vantagem aos atuais detentores de ações.

Fora do PSI-20, as ações da construtora Teixeira Duarte foram a estrela da sessão chegando a disparar 7,5%, impulsionadas pelo contrato no valor de 78,6 milhões de euros para a execução da terceira fase de uma obra na Argélia. Os títulos acabaram por fechar estáveis nos 0,279 dólares.

Na Europa, o índice Eurofirst que agrega as 300 maiores cotadas do continente, fechou a perder 1,51% e fixou mínimos de um mês, pressionado pelo sector da energia e dados desapontantes quanto à produção industrial da zona euro em março.