O índice bolsista português fechou a perder 1,24%, naquela que foi a sexta sessão negativa consecutiva, acompanhando as restantes praças financeiras europeias, numa sessão em que o prémio de risco de Portugal se agravou ligeiramente.

A petrolífera Galp Energia foi a que mais penalizou, fechando a afundar 4,37%, penalizada pela descida de quase 3% do preço do barril de Brent, para 44,6 dólares. A EDP Renováveis perdeu 1,85%, a Portucel caiu 1,7% e a EDP 0,54%.

Também no negativo, a REN recuou 1,98% e a telecom NOS 0,43%.

A Pharol caiu 3,92%, penalizada pelo fraco conjunto de resultados apresentado pela Oi. A Telecom brasileira apresentou um prejuízo de 271 milhões de dólares no terceiro trimestre, quase o dobro do esperado numa Poll da Reuters, penalizada por uma queda das vendas e um aumento da dívida.

No sector financeiro, o BPI caiu 0,29%, o Millennium BCP subiu 0,43% e o Banif perdeu 7,41%, apesar de ter regressado aos lucros. O Banif, terceiro banco cotado de Portugal, apresentou um lucro de 6,2 milhões de euros nos nove meses de 2015, face a um prejuízo de 155 milhões de euros há um ano, apoiado por uma robusta subida da margem financeira e fortes quedas dos custos e das imparidades de crédito.

JUROS SOBEM

As taxas de juro da dívida soberana portuguesa a 10, 5 e 2 anos agravam, contrastando com as descidas do prémio de risco de Espanha, Itália e Grécia, numa altura em que os investidores aguardam se o Presidente da República dará posse a um Governo socialista. "Tenho absoluta certeza que 'hedge funds' já se estão a posicionar para a situação portuguesa, para a possibilidade de 'shortar' (a dívida portuguesa). Quando começarem a entrar forte, os 'spreads' podem alargar muitíssimo mais", disse Pedro Azevedo, CEO da gestora de fundos Lynx Asset Managers, ouvido pela Reuters. "Os mercados são simultaneamente 'vampirescos' e agem em 'rebanho'". Os juros a dez anos subiram quatro pontos base, para 2,784%.