As praças europeias fecharam em terreno negativo, castigadas pelo regresso das quedas nos preços do crude, espelhado na Bolsa de Lisboa pela descida dos títulos da Galp Energia, o que levou o índice de referência PSI-20 a desvalorizar 1%. A cotação do barril de Brent afunda 4% para 32,9 dólares, em Londres, e o barril de WTI 4,39% para 29,44 dólares, em Nova Iorque.

Além de uma correção técnica, após os fortes ganhos desta semana com o acordo entre a Arábia Saudita e a Rússia para congelar a produção aos níveis de janeiro, há operadores a apontarem para novos sinais de excesso de oferta no mercado petrolífero. Ontem ficou a saber-se que os stocks nos EUA subiram 2,1 milhões de barris para 504,1 milhões na semana passada, acima do esperado.

As ações da banca e do setor automóvel também pressionaram as praças europeias, com destaque para a queda de 3,22% da Volkswagen, com notícias que a empresa alemã não deverá conseguir fechar um acordo com as autoridades dos EUA sobre o escândalo das emissões antes do final de março.

O FTSEEurofirst, índice composto pelas 300 maiores cotadas da Europa, caiu 0,89%, mas registou o melhor desempenho semanal desde outubro, com um disparo de 4,09%, muito à boleia dos preços do crude e de um aumento do apetite do investidores por ativos com maior risco.

EFEITO GALP

No PSI-20, a Galp caiu 1%, enquanto a EDP recuou 0,42% e a subsidiária EDP Renováveis desvalorizou 1,32%.

Os títulos da banca acompanharam o pessimismo das pares europeias. O BPI desceu 1,25% e o Millennium BCP caiu 2,08%.

Cenário semelhante no retalho, com a Jerónimo Martins a perder 0,88% e a Sonae a tombar 2,9%, para a cotação de 0,87 euros a ser a mais baixa desde agosto de 2013.

A taxa das Obrigações do Tesouro portuguesas a 10 anos sobe 5 pontos base para 3,37%, após o forte alívio de ontem, enquanto as equivalentes de Espanha e de Itália seguem estáveis nos 1,71% e 1,57%, respetivamente.