O principal índice português avançou 1,21%, apoiado na telecom NOS e no BCP, face à tendência indefinida dos mercados europeus, preocupados com a inação do G20 e com o regresso da inflação negativa à zona euro.

A NOS, que apresenta resultados amanhã, antes da abertura de Bolsa, ganhou 3,38%, para os 6389 euros. Segundo uma Poll de analistas, os lucros anuais chegarão aos 77 milhões de euros, o que compara com os quase 75 milhões de euros obtidos em 2014. O foco dos investidores estará nos planos da telecom para monetizar o investimento em conteúdos de futebol.

Na banca, o BCP fechou em alta de 2,99% enquanto o BPI subiu 2,59%.

No retalho, a Jerónimo Martins somou 0,19% e a Sonae 3,14%.

A Pharol continua a tombar, perdendo 3,74%, para um novo mínimo de sempre nos 0,180 euros, penalizada pelas dúvidas dos investidores sobre se a participada Oi será capaz de avançar com um crucial movimento de fusão ou aquisição no Brasil, depois de uma eventual fusão com a TIM ter sido posta de lado.

JUROS EM QUEDA

A taxa de juros das obrigações portuguesas a 10 anos recua 15 pontos base,  para 2,873%, a primeira vez em três semanas que negoceia abaixo dos 3%. A dívida está a beneficiar da crescente expectativa que o BCE ative novos estímulos monetários. "Para a semana há reunião do BCE e vemos já os investidores a posicionarem-se para novas medidas, com um provável alargamento do programa de QE", disse Ricardo Pinto, corretor da Golden Broker, citado pela agência Reuters, acrescentando que "as expectativas aumentaram com os desapontantes dados da inflação em Fevereiro".

Na zona euro, os preços caíram 0,2% em Fevereiro. O regresso do receio de deflação sugere o abrandamento do já tépido crescimento do bloco da economia do euro.

Na dívida alemã, as maturidades até aos nove anos negoceiam em terreno negativo.