A EDP e a EDP Renováveis estiveram em destaque na última sessão bolsista da semana. A Renováveis ganhou 3,98%, sendo dos títulos que mais subiu, enquanto que a casa mãe, EDP, subiu 0,33%. A EDP anunciou ontem após o fecho do mercado que o lucro líquido teve uma queda homóloga de 4% nos nove meses de 2015 para 736 milhões de euros, mas saiu muito acima do previsto com uma forte melhoria operacional, apesar da subida dos custos financeiros.

Suporte adicional dos pesos-pesados Galp Energia e Jerónimo Martins, com subidas de 0,67% e 0,2%, respetivamente, da Teixeira Duarte, que escalou 5,32% – tendo sido negociadas apenas 81 mil ações da construtora – e da Pharol, que somou 1,86%. A brasileira Oi, detida em 27% pela Pharol, anunciou que entrou em negociações exclusivas com o fundo de investimento LetterOne, do multimilionário russo Mikhail Fridman, visando a fusão com a rival TIM.

Em sentido contrário, o BPI fechou a cair 2,9% e o Millennium BCP perdeu 1,32%, em vésperas de apresentar os seus resultados referentes aos primeiros nove meses de 2015. Segundo analistas, o BCP terá obtido um lucro líquido de 267 milhões de euros, impulsionado por uma subida da margem financeira, numa altura em que o foco está centrado nos risco enfrentado pela subsidiária polaca. No período hom´loog do ano passado, o BCP teve um prejuízo de 98 milhões de euros.

EUROPA INDEFINIDA

As bolsas europeias aliviaram dos mínimos e encerraram sem tendência definida, oscilando entre uma queda de 2% em Atenas e uma subida de 0,46% em Frankfurt. O índice Eurofirst300, que agrega as maiores cotadas do continente, caiu 0,22%.

A fabricante automóvel francesa Renault disparou 5,25%, após ter apresentado um crescimento de 9,4% nas receitas do terceiro trimestre. Do lado das quedas, destaque para as descidas da L'Oreal (perdeu 4,57%) e do banco espanhol BBVA (caiu 3,46%), após terem anunciado resultados piores que o esperado.

Atenas recuou 2,03%, após uma fonte bancária ter revelado à Reuters que de acordo com o Banco Central Europeu, os quatro maiores bancos do país necessitarão de 14 mil milhões de euros.

JUROS EM ALTA LIGEIRA

A taxa de juro implícita das obrigações do tesouro a 10 anos subiu quatro pontos base, para 2,56%, mas chegou praticamente a tocar os 2,6% durante a tomada de posse do novo Executivo de centro-direita. Os títulos espanhóis equivalentes subiam um ponto, para 1,67%, e a dívida italiana seguia estável em 1,48%.